Gustavo Coutinho Meyer
7 - O Carro
O Mago está chegando ao ponto de entender que apensar de ele estar "comandando" seu veículo – seu corpo – está sujeito às suas variadas, poderosas e, muitas vezes, irrefletidas emoções, representadas pelos cavalos – um branco e outro preto – emoções positivas e negativas.
Falando sobre a carruagem, devemos compará-la com o nosso corpo, onde as rodas representam as pernas; a parte central o tronco; a parte superior, os braços; o topo, a cabeça.
O Mago empunha uma espada e um cetro, que simbolizam, respectivamente, o poder (cetro) e, a ordem (espada), usados muitas vezes de forma arbitrária e irresponsável.
A mensagem do Carro ou Carruagem é procurar fazer todo o trajeto desta Jornada, procurando, da forma mais próxima possível, ouvir a voz interior – o nosso Eu Superior; nosso Espírito – que é o verdadeiro "passageiro", e estar atento/a às intuições, que começaram a ser desenvolvidas pela Sacerdotisa, na carta 2.

Embora possa parecer que "sabemos o que estamos fazendo", geralmente os resultados provam o contrário, enquanto não adquirimos a experiência necessária.
É hora de refletir melhor e aproveitar as orientações, que recebemos a todo instante, daquele que realmente sabe o que é melhor para nós. Seja sobre algo, praticamente, sem importância ou, sobre alguma questão realmente importante – nosso Eu, nunca erra. Está sempre presente e atento a tudo, querendo o melhor para nós. Afinal é Ele que vive através deste personagem representado pelo nosso corpo.
Embora, possa parecer difícil "ouvir" as nossas intuições, pois sempre as confundimos como nossos pensamentos, basta entender que as intuições não são pensadas. Elas nos veem sem que pensemos nelas. No começo, sei que é mais difícil, mas, se realmente desejamos segui-las, então, basta começar a experimentá-las, sem expectativas ou questionamentos.