Gustavo Coutinho Meyer
15 - O Diabo
Embora possamos pensar que conforme evoluímos, vamos nos afastando ou eliminando as tentações da vida, isso é um engano. Sempre seremos testados. Nosso Eu superior, nos momentos descuidados, nos coloca diante de uma "tentação", afim de saber se aprendemos corretamente as lições necessárias à nossa real evolução.
A carta o Diabo, não se refere a essa personagem religiosa, criada com o propósito de assustar as pessoas através da punição do "fogo do inferno". Essa obra de manipulação foi criada pela Igreja Católica, em tempos remotos, com o objetivo de obrigar as pessoas a obedecer às suas regras autoritárias e puramente interesseiras. A manutenção do domínio da mente humana, através do medo da punição, sempre foi o instrumento usado por todas as religiões.
No entanto, isso não significa que possamos fazer o que bem quisermos, independentemente das consequências. A Lei da Responsabilidade é a Lei da Criação. E ela diz: "sempre que você ferir o equilíbrio e a harmonia de qualquer sistema, você terá que corrigir". É a Lei de Causa e Efeito se cumprindo.

Na carta aparecem dois seres, ajoelhados sob o poder de um "demônio" hermafrodita – meio masculino, meio feminino; muito astuto, representado pelo fogo sobre a cabeça, sinal de grande conhecimento, e nos alertando – "o diabo tem muitas aparências e formas de nos enganar". Na verdade, são as oportunidades que a vida nos oferece, nem sempre corretas, justas e honestas, o que é muito fácil de observar, principalmente no meio político.
As escolhas, serão sempre nossas. Assim como, também, as consequências.
Esta carta é um alerta mais intenso, mais contundente, da carta 6 – a Escolha.